sexta-feira, 7 de julho de 2017

A IRRESPONSABILIDADE TUCANA COM O BRASIL


Temer ainda não caiu, mas dizem que cairá em breve. E tem que cair mesmo. Primeiro presidente denunciado em pleno exercício do cargo na história da República, Michel Temer é acusado de corrupção passiva e, se for condenado, pode ficar de 2 a 12 anos preso - além de pagar uma multa de 10 milhões de reais, como reparação de danos coletivos. Não é pouca coisa.

Como também não é fácil de ignorar o fato de que, com Temer, ascendeu ao poder um conjunto de pessoas que tem seus currículos mais próximos do conceito de "ficha corrida" do que de trajetória política. Gente como Eliseu Padilha, Moreira Franco, Romero Jucá, Sandro Mabel, José Yunes, Tadeu Filipelli, Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Loures, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima. Uns denunciados, alguns presos, outros já de tornozeleira eletrônica, mas definitivamente todos encrencados com a Justiça.

Então temos um presidente denunciado por corrupção e cercado por assessores ainda mais enrolados, o que torna insustentável a situação de um governo extremamente impopular e absolutamente carente de legitimidade. Não nos esqueçamos: o governo Temer é fruto de um golpe parlamentar.

Assim, ficamos combinados: vai cair.

Eu sei disso, você sabe disso e, ao que parece, os tucanos souberam disso ontem.

Digo ontem porque até pouquíssimo tempo atrás, há menos de um mês para ser exato, o PSDB reiterava seu apoio ao peemedebista sob o discurso de responsabilidade com o país. Disse o prefeito de São Paulo, João Dória, à BBC (16.06): "O desembarque do PSDB do governo neste momento implicaria em colocar o Brasil numa crise profunda no plano econômico e no político."

Hoje, estampam os jornais, a opinião é outra. "Estamos chegando na ingovernabilidade e tem que haver agora um acordo para dar estabilidade mínima para se chegar a 2018" afirmou ao O Globo o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ao defender que a bola da vez é afastar Temer e passar o bastão para Rodrigo Maia, do DEM, presidente da Câmara dos Deputados.

Estranho esse conceito de responsabilidade dos tucanos, não? De dia, querem manter o Michel "denunciado pela PGR e recordista de impopularidade" Temer. À noite, querem botar na cadeira de presidente o Rodrigo "também na Lava-Jato e só teve 3% para prefeito no Rio" Maia.

Como está claro, não se trata de um pitoresco conceito, mas sim de plena irresponsabilidade com o país. Os tucanos foram irresponsáveis quando disseminaram boatos durante a campanha de 2014 sobre a morte de Yousseff; foram irresponsáveis quando pediram recontagem dos votos; quando questionaram o resultado das urnas na Justiça; e quando alimentaram a política do ódio anti-petista.

Os tucanos foram irresponsáveis quando se aliaram a Eduardo Cunha para aprovar pautas-bomba e inviabilizar o Governo Dilma; quando apostaram no quanto pior, melhor; quando deram apoio - e dinheiro - aos movimentos de rua pelo impeachment.

Os tucanos foram irresponsáveis quando lideraram o golpe na Câmara e no Senado; quando passaram a integrar o governo Temer; e são ainda mais irresponsáveis ao apostar no golpe dentro do golpe.

O PSDB é irresponsável com o Brasil quando finge viver em um Parlamentarismo Tupiniquim - que só existe em suas cabeças - e brinca de destituir e restituir Presidentes pela vontade do Congresso Nacional.

Não sei se por conta das últimas quatro derrotas nas eleições presidenciais, ou se pelas atuais pesquisas que demonstram a desidratação dos seus candidatos, o fato é que o PSDB foge do óbvio: não é passando o poder para outro presidente não-eleito que sairemos da crise; é necessário e urgente convocar eleições diretas e antecipadas.

Eu sei disso, você sabe disso, até FHC sabe (e defendeu) isso. Está na hora de avisarmos ao tucanos.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

PT: REZARAM A MISSA SEM O CORPO PRESENTE



O #BlogDoÉden reproduz artigo  (publicado originalmente no Jornal GGN) de Fernando Horta, historiador, doutorando da UnB. Ótima leitura! 

REZARAM A MISSA SEM O CORPO PRESENTE

“A explosão de vontade popular que o Partido dos Trabalhadores prometia ficou apenas na vontade. (...) Lula ficou muito aquém da expectativa. Esse malogro relativo complica bastante o futuro dessa legenda; se todo o carisma do líder metalúrgico não lhe trouxe o suporte que se esperava em São Paulo, como será a organização nos demais estados, onde não há Lulas disponíveis?”

O texto acima foi veiculado na Folha de São Paulo no dia 16 de novembro de 1982. Lula ficou em terceiro colocado, com pouco mais de 10% para o governo do estado. O PT fez 8 deputados federais e 12 estaduais no Brasil inteiro. Nenhum governador, nenhum senador. Os comentaristas políticos afirmavam que seria uma legenda “natimorta”. Se em dois anos que teve para se organizar o PT não tinha colhido bons frutos, a verdade é que nada ali indicava – segundo a mídia – que o partido “vingaria”.

Em 1989, Lula recebeu quase 12 milhões de votos para a presidência, fazendo pouco mais de 17% do total. Em 1994, Lula recebia 17 milhões de votos (27% do total) e em 1998 – antes de FHC liberar a crise do real – Lula recebia 21,5 milhões de votos perfazendo quase 32% do total do eleitorado. O PT, que havia recebido 3,1 milhão de votos para governador em 1986, recebeu 5,3 milhões em 1990 (elegendo seu primeiro senador) e em 1994 recebia 6,7 milhões de votos para governador, elegendo os dois primeiro governadores da sigla.

Para um partido que tinha “o futuro bastante complicado” sem “Lulas disponíveis” pelo país, o crescimento era homogêneo, tanto Lula quanto do PT amalhavam votos de forma semelhante. Em 1994, a bancada federal do PT era composta de 5 senadores (um eleito em 1990 e 4 em 1994) e cincoenta deputados federais. Nas eleições de 1998, dominadas pela polêmica emenda da reeleição, o partido faria apenas 59 deputados federais, três senadores e três governadores. O modelo do partido “amador”, na terminologia de André Singer, parecia esgotado. Em 1997, José Dirceu era eleito de forma indireta para a presidência do PT, e com ele surge o chamado “partido profissional”.

Nas eleições de 2002, o partido faria 91 deputados federais, crescendo mais de 70% e Lula seria eleito presidente com 39,5 milhões de votos no primeiro turno e 52,7 no segundo. Em 2001, o PT tinha cerca de quinhentos mil filiados. Qualquer análise séria destes números deve levar em conta a nova gestão feita por Dirceu, mas também o absoluto fracasso do segundo governo de FHC e seu receituário neoliberal. O PT havia crescido suas bases até o máximo que o convencimento oral e a manutenção do “partido-raiz” conseguiram até 1998. O salto dado em 2002 é certamente maior do que o PT. A classe média, cansada e empobrecida, não comprou mais o discurso engomado do PSDB. Lula por seu turno, deixou de usar camisa polo vermelha e figurar como um líder sindical, para vestir terno e gravata. O famoso “lulinha paz e amor”.

De 2002 a 2014, entretanto, durante o momento mais alto da Era Lula e depois o primeiro governo Dilma, o número de deputados federais que o PT elegeu caiu constantemente. Foram 83 em 2006, 73 em 2010 e apenas 70 em 2014. O PMDB mantinha-se como a maior bancada no plano Federal. Já nos municípios, o PT ameaçava seriamente o controle do PMDB. Em 2012 o PT governava 37 milhões de pessoas em termos municipais, batendo pela primeira vez na história da República pós-64 o PMDB, embora fosse apenas o terceiro partido em número de prefeituras. Para um partido que nunca havia feito mais do 5% dos votos totais nas eleições municipais este era um indício perigoso para o fisiologismo do PMDB.

Em 2006, em função do mensalão muitos declararam o Partido dos Trabalhadores “morto”. Inclusive há versões sobre análises internas da oposição à Lula, de que seria melhor evitar o impeachment e deixa-lo “sangrar”. Em 2006, após o primeiro ataque midiático-jurídico ao PT Lula se reelegia com 46,5 milhões de votos no primeiro turno (mais do que na eleição anterior) e 52,2 milhões no segundo turno. O aumento do número de votos supera o crescimento do número total de votantes, mostrando que Lula e o PT ganhavam votos em meio à crise. Ainda, o partido passava de 411 prefeitos eleitos em 2004 para 564 eleitos em 2008 e atingiria o auge de 635 em 2012.

A pergunta que se deve fazer é, este aumento do PT durante o período de crise é efetivamente “PT”? Penso que não. O tamanho de um partido de matriz rígida ideológica é sempre pequeno. O PSOL padece deste problema. Para crescer e amealhar espaços efetivos no sistema federal é preciso aumentar o conjunto de pressupostos ideológicos aceitos como válidos. Alguns dirão que o PT “aumentou demais” o seu conjunto, mas penso que aqui jogou ainda o papel da classe média, embalada pelo crescimento da economia. Em 2010, Dilma faria 47,6 milhões de votos no primeiro turno (mais que Lula em 2006) e 55,7 milhões no segundo turno. No início de 2013, Dilma atingia 79% de aprovação, em 19/3, segundo o IBOPE. O índice era maior que Lula e FHC em seus primeiros mandatos.

Em 2013, começa o ataque ao PT e ao governo Dilma. Primeiro as chamadas “Jornadas de Junho” e, em seguida a campanha presidencial do PSDB coloca em movimento as ferramentas das redes sociais. A economia já dava sinais de retração, seja pelo custo da crise internacional e o recuo das demandas de China e União Européia (nossos dois maiores compradores), seja pela fim do “superciclo” das commodities, o que se vê é que o orçamento brasileiro passa a diminuir. Logo em seguida, em 2014, temos a criação dos grupos protofascistas no Brasil (MBL e assemelhados), hoje se sabe que com financiamento internacional e de partidos como PSDB e PMDB. E recrudesce a Lava a Jato com a tática de Sérgio Moro dos vazamentos para “ganhar o apoio da população”, como ele indicaria em artigo escrito em 2004.

Mesmo com forte ataque midiático, e social (com os movimentos de internet direcionados pela histeria comunista) o PT faria nas eleições de 2014 seu maior número de governadores, cinco. O número de filiados em 2015 crescia mais de 80% em relação a 2014 e era o maior registrado entre os partidos no Brasil. O partido que tinha cerca de 840 mil filiados em 2005, vai atingir quase 1 milhão e seiscentos mil em 2014, aumentando ainda mais este número nos anos seguintes.

No ano de 2014 ocorre um fato que é cabal para o impeachment e o acirramento da campanha de criminalização do PT. Ao mesmo tempo que se discutia no judiciário a proibição do financiamento de campanha por meio de empresas, José Dirceu, José Genuíno e outros políticos do PT conseguiam levantar imensas somas em doações espontâneas e individuais para fazer frente às multas impostas pela justiça. Gilmar Mendes, o representante da oposição no STF naquele momento, perde a compostura diversas vezes, pois via que o PT teria como financiar suas campanhas sem as empresas (o “partido amador”, lembram?), já a elite não. O desespero toma conta de Gilmar, que não só vota contra o fim do financiamento como pede “vistas” ao processo para que a lei não valesse para as eleições de 2016.

Diante de toda a crise política, da lava a jato, da crise econômica, das traições do PMDB e do custo midiático do constante ataque, nas eleições de 2016 o PT ganha apenas 255 prefeitos e faz 2812 vereadores, pouco mais da metade do que fez em 2012 (5181). Parte dos analistas políticos, da mídia e dos intelectuais “ex-esquerda” vestiram preto e sorriam felizes no velório do PT. Vociferavam o fim do partido com felicidade semelhante ao espanto com que receberam a notícia desta semana, de que o PT era o partido mais preferido pela população e que crescia o número de simpatizantes. Vários intelectuais postaram-se a fazer verdadeiras ginásticas retóricas que envolviam desde “compra de apoio por cargos” até a velha “falta de memória do povo”. Tristes pessoas.

A verdade é que a campanha colocada em prática desde 2013 fez desembarcar do projeto nacional petista a classe média que o tinha alçado à presidência em 2002. Mas o custo desta campanha é imenso, seja para o Brasil seja o custo individual, e esta classe média já percebe que a economia do projeto neoliberal vai lhe colocar de novo em 1998. Ainda, estão evidentes os abusos contra Lula (e também contra Vaccari, condenado por Moro a 15 anos, preso por quase dois e depois absolvido no segundo grau!). Isto tudo ajuda na recuperação dos índices do PT, mas o principal ponto é sua militância.

Em toda a turbulência, o militante do PT tem se mantido fiel. Não precisou trocar de candidato nem apagar fotos correndo, conforme provas robustas iam sendo apresentadas na mídia contra PSDB e PMDB. Lula é sem dúvida o grande nome para 2018, mas não subestimem o maior partido de massas de esquerda da América Latina. Tampouco imaginem que a classe média é completamente manipulável. Quando começa a faltar comida na mesa não adianta vídeo no youtube, pastor entregando panfleto anticomunista ou palestra motivacional de “empreendedorismo”. A verdade é que alguns fizeram um velório sem corpo. Riram antes da hora e agora não sabem explicar o motivo do crescimento do PT. Desconfio, pela ética dos comentaristas, que vai acabar terminando no “povo”. Vão voltar a dizer que o povo é “burro” e “sem memória”. Tudo fazem para conseguir uma “democracia sem povo”, uma democracia “mais limpinha e cheirosa”. As máscaras caem mais rápido do que eles conseguem recolocá-las.

terça-feira, 13 de junho de 2017

MIRIAM LEITÃO SEMEOU VENTO; COLHEU TEMPESTADE.



Miriam Leitão não é terrorista. Adjetivá-la assim é covardia, sobretudo por ter sido ela presa pela Ditadura. Empurrar sua cadeira, como a jornalista relatou no artigo de hoje, é mais grave ainda, é agressão e merece todo repúdio.

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Dito isso, há vários entretantos, contudos, todavias e poréns nessa história toda.

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O primeiro entretanto se chama empatia. Para a Psicologia, empatia é a identificação de um sujeito com outro; quando alguém, através de suas próprias especulações ou sensações, se coloca no lugar de outra pessoa, tentando entendê-la.

Miriam provoca nossa empatia com o seu texto. Sentimos dó, pena, nos colocamos no lugar dela e podemos perceber a injustiça, a agressividade, a sensação de impotência...

Mas, pôde Miriam, n´algum momento, se colocar no lugar dos petistas? Pôde a jornalista pensar sobre os sentimentos dos militantes? Conseguiu ela refletir sobre quais reações suas opiniões e posturas poderiam provocar ao longo destes anos?

Por óbvio a ação dos dirigentes naquela aeronave foi errada e por muitos já condenada. Mas ninguém vai se colocar no lugar deles? Lanço aqui um desafio a Miriam e a todos que estão com o dedo em riste acusando os petistas de serem intransigentes, intolerantes e até violentos.

Se coloca no nosso lugar.

Põe uma camisa da CUT e vai andar no Eixão, para saber o que é coação.

Veste um boné do MST e experimenta ir ao Iguatemi, para ver o que é intolerância.

Nas redes sociais, tenta defender Lula e entenderá o que é perseguição.

Pega o mesmo vôo de volta a Brasília com a camisa do PT e saberá o que é manifestação de ódio...

Não estou defendendo o revanchismo, o olho por olho, o justiçamento. Longe disso. Mas não posso deixar de pontuar a parcela de responsabilidade que outros personagens tem sobre a consolidação deste cenário, extremado e perigoso.

Quem semeia vento, sem erro, colhe tempestade.

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Eu sempre fui bastante liberal neste quesito: políticos, personalidades, figuras públicas, tem que saber que estão expostos a manifestação popular. Lembram quando Dilma foi vaiada numa universidade nos EUA? Escrevi texto defendo o direito do cara de fazer isso.

Acho errado abordar a figura pública quando está no "dia de folga", em ambiente privado, com a família e filhos, etc. Agora, na rua? No aeroporto? Mas é claro que pode. No linguajar católico, é nosso dever e nossa obrigação.

Querer transformar isso em crime, deselegância ou coisa que o valha, se aproxima de Dória e sua ridícula tentativa de censurar críticas a ele nas redes sociais, ou a Temer e a grotesca iniciativa de proibir uso de sua imagem em memes nas redes sociais. Miriam Leitão, assim como toda e qualquer pessoa pública, tem que se submeter, sim, a um possível constrangimento popular. Digo e repito: sem covardia, agressão ou injúria.

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Outra coisa , me lembrou o amigo Fernando Stern, ela sofisma ao dizer que a emissora foi fundada depois de Getúlio, afinal de contas o jornal O Globo existia e foi, sim, atacado após seu suicídio (ver abaixo).

Ela, nesse caso, acusa os petistas não ter conhecimento histórico mínimo. Ou a carapuça serve para ela; ou foi cinismo puro. Vai saber...

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PS: por curiosidade, não mais que isso, dá um Google na expressão "Miriam Leitão repudia ataques ao PT"... Que tal?

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Sobre o ataque ao Globo:

No entanto, após o suicídio de Getúlio, os veículos de imprensa, artífices do golpe foram também golpeados pela população ensandecida.

A "Tribuna da Imprensa" de Lacerda foi empastelada. A redação de 'O Globo' foi atacada, carros do jornal foram destruídos, o 'Jornal do Commercio' teve sua oficina invadida, vários dos 17 jornais foram alvos da massa", diz Janio de Freitas.



http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/151113/Janio-conta-como-Get%C3%BAlio-foi-morto-pela-m%C3%ADdia.htm 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

DEMOLIDOR DE IBOPES



Nas últimas três eleições na Bahia os institutos de pesquisa ficaram nacionalmente conhecidos pelos erros em suas previsões. Apesar das urnas darem a vitória aos candidatos do PT já no primeiro turno, as sondagens sempre mostraram vantagem para os candidatos do DEM e seus aliados.

Foi divulgada na manhã desta sexta-feira (09) pela Record TV Itapoan, levantamento sobre a intenção de votos dos eleitores baianos para o Senado, em 2018, quando haverá duas vagas para a Bahia.

Jaques Wagner (PT) aparece na frente (36,1%) dos demais candidatos em todos os cenários pesquisados, superando adversários do DEM, PSDB e PMDB com mais que o dobro das intenções de voto.

Se até o Instituto Paraná está admitindo a liderança de Wagner, das duas uma: ou a vantagem é tão grande que não deu para esconder; ou querem fazer as pazes com o eleitorado e não cometer os erros de 2014, 2010, 2006...

(Texto circulando nos grupos de WhatsApp da Bahia. O #Blog não identificou autoria.)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DA BAHIA


A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DA BAHIA

Vamos direto ao ponto: a Bahia é hoje o melhor lugar para se investir no país. As condições necessárias a um ambiente favorável para o desenvolvimento econômico são segurança jurídica, infra-estrutura instalada e eficiência na gestão. E tudo isso se vê na Bahia.

Em um cenário nacional adverso, marcado por instabilidade e incertezas, e mesmo enfrentando forte queda em suas receitas - somente do FPE a Bahia perdeu mais de R$ 1,5 bilhão entre 2013 e 2015 - nosso Estado é exemplo para o Brasil. O Governo Rui Costa alia racionalidade e austeridade, sem atrasar salários, abandonar investimentos, nem paralisar obras.

E por falar em obras, é difícil destacar somente algumas. São muitas, são estruturantes e tem, junto com as políticas sociais, mantido um nível de atividade econômica ímpar. Em andamento, temos a Linha 2 do Metrô, a Linha Azul, a Linha Vermelha, a Via Barradão, a Via Metropolitana e o Anel Viário de Candeias. A caminho, a Linha 3 do Metrô (Pirajá, Águas Claras e Cajazeiras); o VLT do Subúrbio; e a Nova Rodoviária. Quem circula o Brasil sabe que não há lugar com tantas e tão importantes obras.

A Bahia deixa evidente, assim, que possui um governo sólido, marcado pela responsabilidade, que cumpre seus compromissos e garante um excelente ambiente de negócios para o investidor.

E é neste contexto que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), sob a condução do ex-ministro Jaques Wagner, tem atuado na atração e promoção de investimentos, nacionais e estrangeiros, para os setores estratégicos da economia baiana. A SDE tem agido, em articulação com diversos outros setores de governo, para oferecer aos novos empreendedores incentivos fiscais, concessão de áreas, regularização fundiária, licenças ambientais, investimentos em infra-estrutura, enfim, um leque de estímulos e benefícios para quem quer se instalar e produzir, de maneira responsável e sustentável, na Bahia.

Somente nos quatro primeiros meses de 2017, foram assinados na secretaria 43 protocolos de intenção, com a estimativa de investimentos de R$ 1,6 bilhão e geração de mais 5 mil novos empregos, nos mais variados setores, tais como Química, Petroquímica, Mineração, Energias Renováveis, Economia Criativa e da Cultura, Agronegócio, Agricultura Familiar, Calçadista, dentre outros.

Além dos incentivos citados, apostamos também nosso maior potencial de atração: o povo baiano. Sempre acolhedor, que sabe receber e tratar bem os seus visitantes, o baiano tem um compromisso com o trabalho que favorece ganhos de produtividade, como em poucas regiões do país.

Assim, não temos dúvida em (re)afirmar que hoje a Bahia é a melhor opção de investimento no país. Estado que gera crescimento, com segurança jurídica e eficiência, sem abrir mão do desenvolvimento social e elevação da qualidade de vida da sua gente. Os versos eternizados por Caymmi seguem cada vez mais verdadeiros: "A Bahia tem um jeito que nenhuma terra tem".

Éden Valadares é assessor-chefe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia.

Hoje o site Bocão News publicou artigo meu sobre a Política de Desenvolvimento da Bahia (reproduzido acima). Fica a sugestão de leitura: http://www.bocaonews.com.br/artigo/577,a-politica-de-desenvolvimento-da-bahia.html 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

CRISE SISTÊMICA

O #BlogDoÉden reproduz editorial Le Monde Diplomatique Brasil (edição 117, de abril de 2017, sobre a crise que enfrenta o Sistema Político Brasileiro atualmente. Vale a reflexão.

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Agora que todos os partidos políticos, o Executivo e o Legislativo (e logo mais o Judiciário) são denunciados por práticas de corrupção, vai se caracterizando uma crise sistêmica do sistema político, capturado pelos interesses das grandes empresas.

Embora 70% dos brasileiros considerem a democracia o melhor sistema de governo, apenas 32% apoiam a democracia que temos, uma queda de 22 pontos percentuais se comparado 2015 a 2016; 55% declaram que não se importam se um governo não é democrático, desde que solucione os problemas.¹

Pesquisas realizadas no período das últimas eleições identificam que 57% dos eleitores não votariam se o voto não fosse obrigatório.² E 70% dos eleitores estão indecisos ou votarão branco e nulo nas eleições de 2018.³

Quanto à avaliação do governo Temer, sua desaprovação cresce a cada mês. Em janeiro, era 59%; em fevereiro, 62%; em março, 75%; em abril, 87% julgam o governo ruim ou péssimo. Apenas 4% julgam o governo atual positivo.

A Lava Jato, ao tornar pública essa vasta gama de iniciativas de corrupção, gera a repulsa da sociedade a essas práticas, mas também ao sistema político que as viabiliza.

E como chegaremos às eleições de 2018 neste cenário de descrédito e suspeição?

Lula ressurge, com 47% de potencial de votos (30% votariam com certeza, 17% declaram que poderiam votar), como o mais forte candidato para 2018. Sua rejeição caiu 14 pontos desde o impeachment da presidenta Dilma, igualando a marca dos que o apoiam. Comparando a pesquisa de outubro de 2015 com a atual, seus adversários do PSDB despencam na preferência eleitoral. Aécio tinha 41%, caiu para 22%. Serra tinha 32%, caiu para 25%. Alckmin tinha 29%, caiu para 22%.5

Outra pesquisa atual mostra o crescimento de Lula: dezembro de 2016, 35%; abril de 2017, 45%. O PT recupera parte de seu eleitorado: dezembro de 2016, 15%; abril de 2017, 20%. Nessa mesma pesquisa, o PSDB aparece com a preferência de 4%.6

O impasse é duplo: o descrédito no sistema político e nos partidos de direita e o crescimento de Lula e do PT. O golpe não foi dado para dois anos depois o governo ser entregue novamente aos petistas. Assim, as chances de Lula ser condenado na Lava Jato e perder seus direitos políticos são grandes. Independe se ele é culpado ou não, assim como foi com a presidenta Dilma. Nossas elites não querem mais um projeto de governo que limite seus ganhos, imponha-lhes controles e aumente o custo de reprodução da força de trabalho.

Nessa situação, promover uma reforma política antes de outubro deste ano, para valer para as próximas eleições, é visto como a tábua de salvação para a maioria dos ocupantes do Congresso e para o Palácio do Planalto. Acreditam que a reforma política legitimaria o sistema político perante o eleitorado e garantiria para si mecanismos de financiamento eleitoral e regras do jogo para aqueles que só ganham eleições com muito dinheiro. O foco, agora que as empresas estão proibidas de financiar campanhas eleitorais, é o fundo público eleitoral.

A reforma do sistema político não pode ser feita pelos atuais congressistas, já que 70% deles foram financiados por dez grandes grupos econômicos e obedecem a seus interesses. Ela tem de ficar para 2019, já num novo cenário pós-eleitoral, que não sabemos qual será.

A reforma política não pode se restringir a definir novas regras, se o voto será distrital ou não, se a lista dos candidatos será aberta ou fechada, se haverá um filtro que impeça os partidos nanicos de disputar eleições etc. É preciso ir mais fundo, são os fundamentos da nossa democracia que estão em causa.

Se hoje a política é controlada pelas grandes empresas, como fazer para que a democracia controle a economia? Como limitar o poder do dinheiro na formulação das políticas? Como fortalecer os setores empobrecidos para a disputa pelos recursos públicos? Como garantir a representação das minorias discriminadas nas decisões de governo? Como enfrentar a política tributária regressiva e garantir serviços públicos de qualidade, universais e gratuitos? Como enfrentar a desigualdade e a crise ambiental? Precisamos de um novo modelo de democracia, mais inclusivo, mais participativo, mais justo.

Com a irritação popular chegando às raias das explosões sociais, como ocorreu com os professores do Paraná, com os funcionários públicos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, com a recente invasão por policiais da Câmara dos Deputados, em Brasília, e muitas outras manifestações, a situação política fica extremamente delicada. Condenar Lula, um candidato à Presidência da República que conta com 47% de potencial de voto, seria acender um fósforo perto de um barril de pólvora…

Mas, mesmo que seja cassado, Lula continuará sendo um grande eleitor. E não se pode ignorar a importância das eleições para o Congresso Nacional. Os defensores da democracia precisam se engajar nas eleições do futuro Congresso Nacional. Resgatar a ética na política e garantir a democracia como espaço e modo de negociação de interesses. É com o futuro Congresso que aprovaremos a Constituinte independente para a reforma do sistema político.


terça-feira, 23 de maio de 2017

TRISTE BRASIL...



Brasil em (tristes) números:

SEIS CONSTITUIÇÕES FEDERAIS
1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988

NOVE MOEDAS
Reis, Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro (terceira vez), Cruzeiro Real e Real.

SEIS VEZES CONGRESSO FECHADO
1891, 1930-34, 1937-46, 1966, 1968-69 e 1977

SETE GOLPES DE ESTADO
1889, 1930, 1937, 1945, 1955, 1964 e 2016

TREZE PRESIDENTES QUE NÃO CONCLUÍRAM O MANDATO
Deodoro, Afonso Penha, Rodrigues Alves, Washington Luís, Júlio Prestes, Getúlio Vargas, Carlos Luz, Jânio Quadros, João Goulart,Costa e Silva, Tancredo Neves, Fernando Collor e Dilma Rousseff.

TRINTA E UM PRESIDENTES NÃO ELEITOS DIRETAMENTE
Deodoro, Floriano Peixoto, Prudente, Campos Sales, Rodrigues Alves, Afonso Penha, Nilo Peçanha, Fonseca, Venceslau, Rodrigues Alves, Delfim Moreira, Epitácio, Arthur, Washington Luis, Júlio Prestes, Vargas, José Linhares, Café Filho, Carlos Luz, Nereu Ramos, Ranieri Mazilli, João Goulart, Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo, Tancredo Neves, José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer.

domingo, 21 de maio de 2017

EVERALDO REELEITO PRESIDENTE DO PT BAHIA



RESULTADO OFICIAL

Everaldo Anunciação foi reeleito presidente do Diretório Estadual do PT baiano. Com 163 votos, contra 147 do seu opositor, o deputado federal Waldenor Pereira, Everaldo se manterá à frente do PT até 2019.

O CONGRESSO

Com clima acirrado, por vezes de confronto aberto nos microfones, o 6o Congresso Estadual do PT foi marcado pela pluralidade de ideias debatidas, a intensa participação da militância e o elevado quórum político - além dos 310 delegados, a atividade contou com a participação de vereadores, prefeitos, ex-prefeitos, deputados estaduais e federais, além do ex-governador Jaques Wagner.

AGENDA PETISTA

Apesar do ambiente de disputa, o conjunto das forças políticas que disputaram o PT chegaram a um entendimento sobre a agenda de lutas para os próximos anos: realizar forte oposição ao governo federal e exigir a saída do presidente (Fora Temer); intensificar as mobilizações de rua pela imediata convocação de eleições gerais (Diretas Já); e trabalhar pela reeleição do governador Rui Costa, a eleição de Jaques Wagner senador e dos deputados federais e estaduais.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

WAGNER: "QUERO QUE A RUA TIRE TEMER, NÃO A GLOBO"


Hoje (19), durante a abertura do Congresso Estadual do PT Bahia, o ex-governador Jaques Wagner defendeu as mobilizações de rua pela saída de Michel Temer, mas se contrapondo ao que chamou de espetáculo de mídia da Polícia Federal e do Ministério Público.

"Temer é um presidente ilegítimo. Fruto de um golpe parlamentar. O Fora Temer é prioridade mas não pelas razões que o festival midiático tenta produzir. Quero que a rua tire Temer, não a Globo" afirmou o atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo Rui Costa.

Ao comentar agravamento da crise e as possíveis reações da sociedade, o ex-ministro da Casa Civil concordou com a tese defendida por seu partido sobre a convocação de novas eleições no Brasil. "A sociedade quer estabilidade, crescimento econômico, oportunidades de emprego, e a condição fundamental para retomarmos isso depende da legitimidade que só as eleições trarão".

Para uma plateia formada por mais de 300 delegados do encontro petista, Wagner alertou ainda sobre os possíveis riscos de uma aventura autoritária no Brasil. "Não podemos pôr a democracia em risco. Fora dela só existe o autoritarismo, a intolerância e a violência."

O Congresso Estadual do PT acontece até o próximo domingo (21), na Faculdade de Arquitetura da UFBA em Salvador, e vai eleger a nova direção da legenda para o biênio 2017/2018.

quinta-feira, 30 de março de 2017

DEU RUIM PARA TEMER. ALIÁS, DEU RUIM E PÉSSIMO.


Pesquisa nacional Ipsos – divulgada hoje pelo Estadão – traz notícias ruins para Temer e sua turma. Aliás, ruins e péssimas.
  • A avaliação do brasileiro de que o Governo Temer é Ruim ou Péssimo subiu de 59% para 62%.
  • 78% dizem desaprovar sua atuação.
  • E para 90% o Brasil está no caminho errado!
A pesquisa também registra o óbvio desgaste que a classe política como um todo vem acumulando. Entretanto - outra notícia ruim para Temer e cia limitada - "uns são mais iguais que os outros" no quesito Taxa de Aprovação e Desaprovação.

No que tange a desaprovação, eis o ranking:

Renan Calheiros PMDB 83%
2º Eduardo Cunha PMDB 87%
3º Michel Temer PMDB 78%
Aécio Neves PSDB 74%
Dilma Rousseff PT 74%
6º Geraldo Alckmin PSDB 67%
Marina Silva REDE 62%
Lula PT 59%

E no que se refere a aprovação, mais uma péssima notícia para o ilegítimo:
  • Além da menor desaprovação, Lula tem a maior taxa de aprovação entre todos os políticos do Brasil: 38%.
Definitivamente, não está tranquilo, nem favorável o tempo para o Planalto...

terça-feira, 21 de março de 2017

REFORMA POLÍTICA: NUNCA É ERRADO FAZER O CERTO



Mark Twain, nascido Samuel Langhorne Clemens, foi um escritor e humorista norte-americano. É dele a famosa frase "Você nunca está errado em fazer a coisa certa". Mas será?

Ao contrário do que você está pensando, amiga leitora, esse não é um texto sobre Filosofia. Longe do que imagina, caro leitor, não se trata de auto-ajuda. É sobre a boa e velha Política. E explico.

Ao longo das últimas semanas, passamos a debater mais intensamente a possibilidade de uma outra Reforma Política no país. Ora surpreendidos por alguma declaração do presidente do TSE, ora surpresos com as novas posições dos partidos de direita e centro-direita, o fato é que temas como o sistema eleitoral, o financiamento das campanhas, fidelidade partidária, pesquisa, propaganda, obrigatoriedade do voto, etc. voltaram à tela.

E voltaram de modo surpreendente, como uma dramática novela, onde reviravoltas de sentimentos, opiniões e posicionamentos marcam suas personagens. Neste caso, PSDB, PMDB e DEM que historicamente foram contra, agora são favoráveis a questões polêmicas, como o financiamento público e a lista fechada. Essa mudança repentina causou confusão na cabeça da Esquerda. Ora, até ontem esses pontos eram bandeiras vermelhas - e só dos vermelhos - por que agora a Direita também topa? Qual é o interesse dela? E se eles concordam, deve a esquerda agora discordar?

Com muita humildade, mas também enorme convicção, defenderei a "Lógica Twain": nunca é errado fazer a coisa certa.

Fazer a coisa certa, neste caso, é manter a posição histórica do PT sobre a Reforma Política. Errado, inverter nosso posicionamento pela adesão, utilitarista e conjuntural, dos partidos de direita a essas posições.

É preciso afastar, antes de mais nada, a acusação de ser um inocente útil. Sei o que motiva PSDB, DEM, PMDB e etc a agora defenderem financiamento público e lista fechada. Lava-Jato, Lista do Janot, Impeachment, Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, Terceirização... É tanta posição anti-popular, anti-nacionalista, que retira direitos, é tanta acusação e investigação, é tanto lixo jogado no ventilador que, obviamente, os atuais congressistas preferem esconder seus nomes e fotos diluídos em uma lista do partido; preferem transferir a responsabilidade de viabilização do financiamento para o Estado ou o Partido; e preferem, assim, manter seu mandato, seu status e seu foro privilegiado. Essas são as reais motivações deles.

Todavia, nossa posição deriva de uma análise histórico do processo de consolidação da democracia no Brasil e no mundo; da percepção do quão maléfica é a excessiva influência do poder econômico no processo político; da necessidade de fortalecimento dos partidos políticos em detrimento do personalismo, do individualismo; da comparação dos diversos modelos existentes e/ou propostos, e da análise sobre qual é, afinal, a alternativa mais adequada à realização dos ideais republicanos e democráticos.

E olhando "deste lugar", acredito ser fundamental defendermos:
  • O financiamento público exclusivo.
  • A lista fechada, pré-ordenada.
  • O fim das coligações proporcionais, mas com possibilidade de adoção de Federações Partidárias de três anos (mínimo).
  • Cotas paritárias de gênero, obrigatórias a todos os partidos.
  • Que cada partido possa definir, livremente, se haverão ou não outras cotas.
  • Que cada partido defina, em seu Estatuto, se os atuais parlamentares terão ou não prioridade na ordem da lista fechada.
  • Sistema Proporcional, adotado em todos os estados, sem a possibilidade de Distrital, Distritão ou Distrital Misto.
Dito isto, explico:

Respeitando aqueles e aquelas que defendem a adoção do Sistema Distrital ou Misto, acredito ser fundamental a garantia da representação proporcional pois é o método mais adequado para auferir a força relativa das opiniões políticas da sociedade; além de ser o modelo que mais assegura a representação do múltiplo e diverso conjunto dos partidos e das expressões políticas, com o aproveitamento da quase totalidade dos votos dos eleitores e de sua conversão em assentos parlamentares. Noutras palavras: é através desta modelagem que garantimos a participação nas casas legislativas e, desta maneira, no processo político institucional, das minorias. Impor um sistema majoritário, de bate-chapa, ganhou-levou, pode excluir expressões, opiniões e representações sociais que, apesar de minoritárias,são fundamentais para o processo político de qualquer sociedade que se projete como democrática.

E por falar em democracia, ela só pode prosperar em um ambiente de justiça e liberdade. Assim, os partidos devem ser livres para decidir se os atuais parlamentares deverão ou não automaticamente encabeçar suas listas; assim, todos os partidos devem, por justiça, cumprir a cota paritária de gênero - uma mulher, um homem, outra mulher, outro homem...

Por fim, a adoção do financiamento público exclusivo e das lista fechada pré-ordenada são questões interligadas. Sem arrodeios: hoje já há uma lista fechada, de difícil acesso, sem transparência e regras claras; ela é definida pelo poder econômico e pela escolha que a grana faz dos seus candidatos favoritos. A adoção de financiamento público exclusivo e da lista fechada pré-ordenada busca afastar a influência do dinheiro e interesse privado sobre as eleições e trazer para os partidos a arena de definição das listas, de maneira mais democrática e pública.

Críticos destas propostas alegam que elas não impedem a corrupção e a fraude. Mas o atual modelo garante? A verdade é o financiamento público ataca as causas principais da corrupção; e que a adoção de listas pré-ordenadas prioriza a construção partidária, o fortalecimento da base da democracia que são os partidos, e estimula o debate de visões de partidos, de programas e projetos em detrimento de personalidades.

Se a Direita quer fazer uso momentâneo desta modelagem para fugir do eleitor e da sua responsabilidade com a situação atual do país, façamos a denúncia. No entanto, inverter nosso acúmulo histórico em uma posição de mero contraponto conjuntural é perder a oportunidade de fazer a consolidação da democracia - já tão agredida - avançar um pouco mais.

No jargão militante, Reforma Política é estratégica e não tática.



sábado, 11 de março de 2017

SOBRE BONDES, METRÔS E TRILHOS URBANOS



Subir para o bonde, sem que este pare. Essa é uma definição comumente encontrada para o verbo pongar. Não sou historiador - e lá adiante vou recorrer a uma de renome - mas tenho a sensação que esse verbo nasceu na Bahia. Mais especificamente na Cidade da Bahia, Salvador. Consigo imaginar com perfeição aqueles homens de terno de linho branco, pulando sobre os bondes, num quase surfar pelas subidas e descidas da Praça da Sé e Rua Chile.

Em 1979 Caetano Veloso gravou Trilhos Urbanos, que retrata a cidade de Santo Amaro da Purificação, sua terranatal, com características de uma cidade ora imaginária, ora real, uma mistura de sentimentos com lembranças, de emoções com locais concretos. O irmão de Irene não chega a falar na ponga, mas faz referências ao transporte e sua movimentação pelas ruas da cidade: "Quando o bonde dava a volta ali..."

Hoje a Bahia tem novas definições para o verbo pongar. Além de pegar veículo em movimento, pongar pode significar se agarrar, ou se segurar, como também se pendurar. Há aqueles que usam o substantivo ponga como sinônimo para carona e por aí vai. O fato é que a lembrança dos bondes vem se misturando com a atual realidade e redefinindo a expressão vebal bem como a própria cidade.

Sandra Jatahy Pesavento (olha a citação à historiadora que falei anteriormente) escreveu sobre a possibilidade da leitura da cidade através do “passado de outras cidades contidas na cidade do presente”. É o que parece acontecer em Soterópolis. Temos, então, uma cidade sensível, uma cidade visível e uma cidade imaginária.

Na última quinta-feira, dia 09, todos estes temas vieram à tona de uma só vez. O velho bonde e o contemporâneo metrô; o antigo pongar e o atualíssimo usurpar; a Salvador visível e a imaginária.

Sem arrodeios: ACM Neto tentou pongar no bonde alheio, ou melhor, tentou usurpar o metrô do Governador.

Talvez ansioso ou preocupado com a perda de protagonismo político crescente - quem acompanhou o Carnaval sabe do que estou falando - o prefeito decidiu aderir ao padrão Michel Temer e tentar uma cartada, ou melhor, um golpe. "Vamos tentar pongar na obra do metrô e disputar sua paternidade!" Na cidade imaginária de Neto, os cidadãos passariam a debitar em sua conta os benefícios trazidos pela impressionante obra do metrô, bastando para tal uma visita dele aos vagões e uma bela foto ao lado dos vereadores, deputados e ministros.

Não colou. Nem vai colar.

A tal experiência entre as outras cidades do passado e a cidade do presente, sobre a qual se referia a professora Pesavento, faz com que os soteropolitanos tenham a exata noção do que foi e é a obra do metrô. Antes, enquanto tocada pela Prefeitura, era uma cicatriz no coração da capital. Calça-curta, ligava nada a lugar nenhum, além das inúmeras denúncias de corrupção.

Uma vez entregue ao Governo do Estado a obra passou a andar, conseguir financiamento, contrato de serviço exemplar, ritmo de construção invejável e, o melhor, virou realidade. Já transporta 50 mil passageiros por dia na Linha 1 e deve chegar a 100 mil com a inclusão da Linha 2 até o aeroporto.

Simples assim. Enquanto esteve com os prefeitos, pesadelo. Com o Governo do Estado, realidade. O mérito do Neto de ACM foi entregar obra. Que andou e anda graças a Lula, Wagner, Dilma e Rui Costa. Ponto.

Chamar a turma do PSDB de Imbassahy, PMDB de João Henrique e do DEM de Paulo Souto para pongar no metrô é abusar da inteligência da cidade inteira; é exigir uma criatividade que nem o poeta Caetano versando sobre Santo Amaro conseguiria alcançar.

Menos, Neto, menos...


(Artigo originalmente publicado no Portal Brasil 247, em 10/03/17)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

NETO NÃO TRABALHA, NEM DEIXA O POVO TRABALHAR


Eleição na UPB, está lá ACM Neto se dedicando.

Eleição na ALBA, olha lá o prefeito comentando.

Mudanças na composição da bancada federal, assistimos Neto deixar uma secretaria sem titular para novamente "fazer política".

Enquanto isso Salvador sofre com o pior índice de desemprego do país. Sem uma política pública concreta que ataque esse problema, que atualize as vocações econômicas da cidade e sem nenhuma integração com os demais municípios da Região Metropolitana para apresentar soluções conjuntas.

Na boa, Antônio Carlos Magalhães, o Terceiro de Seu Nome, filho da TV Bahia, Senhor do Reino da Folia, bem que poderia parar um pouco de brincar de Game of Thrones e se concentrar no que realmente importa: trabalhar e arrumar trabalho para os soteropolitanos.

Só acho...

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O MANTRA DE MEIRELLES NÃO FAZ MÁGICA.

É PRECISO RETOMAR A AGENDA DA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, CONSUMO E INVESTIMENTO.



Está em todos os jornais de hoje (apesar de não estar na manchete de capa, como provavelmente estaria se fosse um governo do PT): FMI REDUZ CRESCIMENTO DO BRASIL EM 2017. O relatório do Fundo Monetário Internacional afirma que "a recuperação da economia brasileira será ainda mais lenta do que se pensava". A estimativa do FMI é que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017 será de 0,2%, menos que os já modestos 0,5% previstos em outubro. A "saída mais lenta da recessão" no Brasil puxou para baixo o crescimento como um todo da América Latina em 2017, dizem os jornais.

Aliás, registre aí, que o próprio Banco Central do Brasil já havia cravado o mesmo percentual do Fundo: 0,2%.

Não se trata de comemorar má notícia. Não sou daqueles que torcem para o mar pegar fogo e, assim, comer peixe frito. Quem fez isso foi Aécio, Temer, Cunha e cia limitada ao, por exemplo, não reconhecer o resultado das eleições e trabalhar diuturnamente pela inviabilização do Governo Dilma – quem não se lembra das Pautas-Bomba?

Trata-se, entretanto, de mais uma vez alertar para os equívocos do governo golpista e de constatar mais um dos seus erros. Temos dito e repetido: não dá para aceitar o fim do círculo virtuoso da distribuição de renda, consumo e investimentos – públicos e privados – em favor de um neoliberalismo tardio e atrasado. Não dá para deixar de focar na elevação da renda, do poder de compra, dos índices de emprego, para apostar tão somente em juros, câmbio e indicadores de confiança.

Temer parece estar cego; Meirelles mais ainda.

Após a divulgação das projeções do BC e do FMI, o ministro da Fazenda, direto da gélida Davos, me sai com essa: “A economia brasileira chegará ao último trimestre de 2017 com crescimento de 2% em ritmo anualizado”. Desde a sua posse Meirelles diz e repete esse tipo de afirmação como um mantra de capacidade mágica tal que, somente por ele continuar a dizer e repetir, as coisas acontecerão assim.

Não irão.

É urgente a retomada do tripé que deu sustentação ao período de amplo desenvolvimento econômico e social da Era PT (Lula e Dilma): (i) distribuição de renda; (ii) consumo de massa; e (iii) retomada dos investimentos públicos e privados.

Prova disso que os mesmos jornais de hoje apontam uma contradição com as informações positivas "vendidas" por Meirelles. A Folha, por exemplo, informa que "O Brasil perde 4 posições em ranking de países mais atrativos para negócios". É o que revela a 20ª pesquisa da PricewaterhouseCoopers com 1.379 executivos-chefes de 79 países, divulgada, como vem sendo tradicional, na véspera da abertura do Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial. De acordo com o jornal, "na mais recente pesquisa, feita em 2016 e divulgada nesta segunda-feira (16), são apenas 8% os que dão idêntica importância ao Brasil, agora o sétimo colocado. Em 2011, ao iniciar-se o governo de Dilma Rousseff, 19% dos executivos das grandes companhias punham o Brasil em terceiro lugar na lista dos três países em que viam maiores oportunidades de negócios, excetuando, claro, seus próprios países.

Insisto, estamos longe de celebrar os erros do governo. Até porque sabemos que quem paga a parcela mais alta desses equívocos são os mais pobres. Estamos afirmando que uma outra agenda é necessária e urgente. A simples aposta de que a psicologia, a expectativa positiva, o nível de confiança trará de volta o crescimento é um erro sem tamanho.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A CIDADE DA BAHIA E SUA ALMA EM FESTA


Amanhã, após dois anos de ausência, vou à Lavagem do Bonfim. Na fé e à pé, como manda a tradição. Para os que não são baianos, vale dizer um pouco sobre a Festa do Bonfim. A celebração acontece sempre no segundo domingo depois do Dia de Reis, com novenário solene e exposição do Santíssimo Sacramento pelo capelão da Igreja do Bonfim. Amanhã, na quinta que antecede a Festa, ocorre a Lavagem da Igreja.

A Lavagem tem origem no doloroso e vergonhoso período escravocrata quando, em 1773, integrantes da "irmandade dos devotos leigos" obrigaram os escravos a lavarem a Igreja como parte dos preparativos para a festa do Senhor do Bonfim. Desde então os adeptos do candomblé, o Povo de Santo, adotou a lavagem da igreja do Senhor do Bonfim como parte da cerimônia das Águas de Oxalá.

Eu, católico apostólico baiano que sou, devoto minha crença e orações ao Senhor do Bonfim; e busco respeitar, com admiração inclusive, o Pai Oxalá.

Amanhã é dia de me reencontrar com Eles, com a Cidade da Bahia, com nosso povo. É dia de ver e saudar as baianas despejando água de cheiro nos degraus e no adro, ao som dos batuques dos atabaques. É dia de vestir branco, percorrer os 8 km ao lado dos seus, dos meus, dos nossos. É dia de renovar a Fé, agradecer a proteção e purificar a alma.

Viva Nosso Senhor do Bonfim da Bahia!

Glória a ti neste dia de glória
Glória a ti, redentor, que há cem anos
Nossos pais conduziste à vitória
Pelos mares e campos baianos

Desta sagrada colina
Mansão da misericórdia
Dai-nos a graça divina
Da justiça e da concórdia

Glória a ti nessa altura sagrada
És o eterno farol, és o guia
És, senhor, sentinela avançada
És a guarda imortal da Bahia

Desta sagrada colina
Mansão da misericórdia
Dai-nos a graça divina
Da justiça e da concórdia

Aos teus pés que nos deste o direito
Aos teus pés que nos deste a verdade
Canta e exulta num férvido preito
A alma em festa da tua cidade


Desta sagrada colina
Mansão da misericórdia
Dai-nos a graça divina
Da justiça e da concórdia

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

BAHIA: RUI INAUGURA MAIOR HOSPITAL DE ATENDIMENTO À MULHER DO NORTE-NORDESTE



Com investimento superior a R$ 40 milhões entre obras e equipamentos, o governador Rui Costa inaugurou o Hospital da Mulher – Maria Luzia Costa dos Santos, localizado no Largo de Roma, em Salvador, na tarde desta segunda-feira (9). Depois de passar por procedimentos de higienização e treinamento de equipes, desta terça (10) a quinta (12), o Hospital da Mulher inicia o atendimento ambulatorial na sexta-feira (13). Na próxima segunda (16), começa a receber pacientes, mesmo dia de abertura da urgência e emergência ginecológicas.

Este é o maior hospital especializado no atendimento à saúde da mulher do Norte-Nordeste e considerado um centro de referência estadual. A unidade possui dez salas cirúrgicas e 136 leitos, sendo 97 destinados à internação, 10 para terapia intensiva (UTI) e 29 leitos para hospital-dia. O centro de diagnóstico está equipado com tomógrafo computadorizado, mamógrafo, ultrassom, doppler scan, raio-X e laboratório 24 horas. O hospital tem capacidade para realizar 9 mil consultas e mil procedimentos cirúrgicos mensais.

O Hospital da Mulher prestará assistência nas áreas de ginecologia e mastologia, além do atendimento na área de reprodução humana, oncologia e situações relacionadas à violência sexual. A unidade também dispõe de um serviço de urgência e emergência ginecológica, com funcionamento 24 horas. Por mês, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesab), investirá cerca de R$ 4 milhões na manutenção do hospital, que será gerido por uma organização social.

Novidades

Uma das novidades no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia é o serviço de média complexidade em reprodução humana assistida. O objetivo é atender mulheres com diagnóstico confirmado de pólipo endometrial, cistos anexiais, endometriose, má formação congênita ou que estejam inférteis há mais de dois anos sem causa definida.

O serviço de alta resolutividade para diagnóstico e tratamento do câncer de mama também é inédito. Mulheres com exames diagnósticos de imagem indicativos de tumor maligno serão submetidas à biópsia no mesmo dia e poderão passar por intervenção cirúrgica imediata na unidade de saúde. Com essa agilidade, pretende-se reduzir o tempo para o início do tratamento e a perda do seguimento dessas mulheres, o que irá permitir menores sequelas e maior sobrevida.

As mulheres também terão acesso ao serviço de planejamento familiar com métodos contraceptivos reversíveis de longa duração, Dispositivo intrauterino (DIU) e laqueadura tubária. O serviço terá como público-alvo, principalmente, mulheres de risco para trombose, hipertensão, cardiopatias, com doença falciforme e/ou em situação de vulnerabilidade social.

Outra novidade é o serviço de atendimento especializado para vítimas de violência sexual. Será ofertado acolhimento aos pacientes que cheguem à unidade por demanda espontânea, através de órgão policial, judicial, ou referenciada pela Central de Urgências do Samu. Serão disponibilizados escuta qualificada, atendimento clínico e cirúrgico, atendimento psicológico, bem como dispensação e administração de medicações para profilaxia nos casos indicados. Haverá ainda orientação e agendamento para acompanhamento psicológico e ginecológico por até seis meses.

Fluxo de atendimento

Como todos os procedimentos são agendados, as mulheres interessadas devem procurar uma Unidade Básica de Saúde em seu município para serem referenciadas para os serviços do Hospital da Mulher. As secretarias municipais são responsáveis por cadastrar as pacientes no sistema de fila única, que concentra a demanda dos 417 municípios e é gerido pelo Governo do Estado. O serviço estará organizado em regime ambulatorial, de hospital-dia e internação hospitalar, em caráter eletivo.

Emprego e tecnologia

O Hospital da Mulher gerou 655 empregos diretos, sendo 463 profissionais da área assistencial como médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos e fisioterapeutas. A unidade conta também com 192 profissionais de serviços e apoio logístico como maqueiros, recepcionistas, agentes de portaria, higienização, telefonistas, copeiros, auxiliares de almoxarifado, auxiliares de manutenção, engenheiros clínicos e pessoal administrativo.

No quesito tecnologia, a unidade possui equipamentos de última geração. As dez salas cirúrgicas têm itens de ponta, oferecendo maior precisão para profissionais e pacientes. O centro de diagnóstico está equipado com tomógrafo computadorizado, mamógrafo, ultrassom, doppler scan e raio-X. Já o Laboratório de Análises Clínicas funcionará 24 horas, ofertando todos os exames de bioquímica, coprologia, hematologia, hormônios, imunologia, fluidos corporais (incluindo líquor), microbiologia, gasometria (na UTI) e uroanálise.

As mulheres atendidas na unidade também terão à disposição o diagnóstico de Anatomia Patológica, que será utilizado em biópsias do Serviço de Alta Resolução no Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Mama e Colo do Útero e biópsias oriundas de procedimentos cirúrgicos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

LULA NA FRIBOI? DILMA NA OI? NÃO. PAULO SOUTO NO LIXO.

Ao longo dos últimos anos, sobretudo após iniciada a intensa campanha de desconstrução do PT, foram publicadas nas redes sociais e também na imprensa, mentiras absurdas acerca de Lula, Dilma e quem mais no PT significasse resistência ou potencial adversário.
Lula dono da Oi, Lulinha sócio da Friboi, filha de Dilma milionária, absurdos, absurdos e mais absurdos...
Hoje todos sabem que é mentira. Uns admitem; outros não. Mas todo mundo sabe.
O que nem todo mundo sabe é que os que acusam os petistas de serem barões ou de ter filhos milionários são justamente aqueles que o são.
Na Bahia, por exemplo, Jaques Wagner e Rui Costa - os últimos dois governadores e únicos petistas - não são empresários nem nenhum de seus filhos tem negócio com os governos, prefeituras, etc e tal.
Já Paulo Souto...
Bom, Paulo Souto, digamos, teve mais sorte. O Blog reproduz abaixo matéria do Bocão News sobre os novos negócios da família Souto e arecém conquistada prefeitura de Camaçari - do DEM.

Empresa do filho de Paulo Souto assume coleta de lixo em Camaçari



O filho do ex-governador e secretário da Fazenda de Salvador Paulo Souto (DEM), Vitor Loureiro Souto, é um dos sócios administradores da Naturalle Tratamento de Residuos Ltda. A empresa assume a coleta do lixo em caráter emergencial da cidade de Camaçari. O novo secretário de Serviços Públicos do Município (Sesp), Armando Mansur, chegou a anunciar a medida.

Sobre o caso, Mansur informou que fará a licitação em breve. “Vou começar o processo de licitação emergencial para a coleta do lixo. Farei toda a tramitação normal obedecendo o devido processo legal e, possivelmente, na quarta-feira teremos os caminhões fazendo a limpeza”, disse.

Ele explicou que a Sesp vai realizar a limpeza urbana em todos os segmentos, na área industrial, comercial e residências. “Vamos cuidar também do mercado municipal, do centro comercial, das feiras, vamos fazer mutirão e trabalhar em equipe para que possamos trazer a tranquilidade a Camaçari o mais rapidamente possível”, afirmou em nota oficial.

O contrato, de 90 dias, custará R$ 5,8 milhões mensalmente, R$ 1 milhão menos que os R$ 6,8 milhões/mês do contrato suspenso pela Justiça, que a gestão passada firmou em outubro.

A EMPRESA - A Naturalle tem sede em Salvador. Com um capital declarado de mais R$ 3 milhões, tem os serviços de tratamento e disposição de resíduos não-perigosos como sua atividade econômica principal.

Souto é sócio de mais sete empresas na Bahia, cujo capital soma mais de R$ 14 milhões. Ele tem participações na Vr Locacao de Equipamentos Ltda, Litoral Norte Empreendimentos Ltda, Rvt - Construcao e Incorporacao Ltda, Radio Cidade de Itapetinga Fm Ltda – ME de Itapetinga e a Naturalle Tratamento de Residuos Ltda e a Ecolurb - Engenharia Conservação e Limpeza Urbana Ltda.